terça-feira, 30 de dezembro de 2008

e assim continuo...

Há quatro meses que não te via, há quatro meses que não postava….e volto aqui para escrever sobre ti…sobre mim… sobre um nós que não sei se existe… ou melhor existe, mas talvez não da forma que eu gostava que existisse.
O sentimento repete-se, as duvidas também. Uma certeza continua: não quero passar o resto da minha vida à tua espera mas também não sou capaz de te esquecer… vais sempre fazer parte da minha vida.

quarta-feira, 6 de agosto de 2008

sentimento...

Sinto a tua falta. Tenho vontade de te ver, de te abraçar, de andar contigo de mão dada, pelo meio do nada, sem medos nem preocupações. Sem pensar no amanha, no que poderá ou não vir, na incerteza do futuro.

terça-feira, 5 de agosto de 2008

Emoções fortes

A sexta-feira chegou e a viagem até à bilinha também, cinco horas dentro de um autocarro. Ansiedade de chegar, de te ver e o mais estranho de tudo, foste a primeira pessoa que vi assim que pus o pé na terrinha.
Olhei-te de lado, o coração bateu mais forte, a emoção de voltar a casa depois de duas semanas e meia ausente tomou conta de mim.
O abraço apertado e sentido da minha Kika, os seus beijinhos, as conversas infindáveis com familiares e amigos, que rodam todas à volta do mesmo: estágio, sic, perspectivas de trabalho, futuro.
A felicidade de estar de novo em casa, perto da família, amigos e conhecidos. Com a aldeia cheia de gente, os imigrantes invadiram o recinto da festa, percebi que já não conheço metade daquela gente (gente que só vem a Portugal uma vez por ano e quando vem).
A meio da noite… o inesperado, nunca um “olá senhora jornalista, estás boa?” me deixou tão perplexa e feliz.
“Já tinhas idade para ter juízo” disse-me uma prima com12 anos. Sim, é verdade mas há coisas que não conseguimos controlar, sentimentos que não conseguimos esconder.
E foi magico, como é de todas as vezes que estamos juntos. Um simples cruzar de olhares, um sorriso rápido, um inocente beijo na bochecha e um abraço apertado, tudo coisas simples mas intensas que denunciam toda a cumplicidade que existe entre nós.
Este fim-de-semana foi, sem dúvida, rico em emoções fortes.

quarta-feira, 30 de julho de 2008

Nem tudo é fácil

Falar para o micro… nunca pensei que fosse tão difícil perder esta pronúncia vila-realense, ler com a voz colocada e no tom certo.
Um dia inteiro dentro de uma salinha a ler peças de outros jornalistas, ouvir a minha voz, ouvir a peça… isto o dia todo e no fim o resultado pouco ou nada melhorou.
A minha auto-estima anda lá no fundinho, estou a precisar dos miminhos da mãe, da doa disposição dos amigos, do ar do norte, da energia que Vila Real me transmite.

sábado, 26 de julho de 2008

Quero-te ver

Ouvi o teu nome, o meu coração bateu mais forte, a vontade de te ver voltou.
Saber qual vai ser a reacção quando nos cruzarmos. Saber novidades tuas, como anda a tua vida. Contar as minhas coisas e o que me vai na alma.
Até quando vai ser assim? Quando vai chegar o dia em que tudo isto passou? Quando vais sair da minha vida definitivamente… e o mais incrível de tudo é que não sei se quero que saias, não sei se te quero ver fora do meu mundo.

segunda-feira, 21 de julho de 2008

E quem tinha razão quem era???

Pois é, ela já está a trabalhar lá e eu estou assim muito feliz porque ela merece.
E claro agora já não moro sozinha, deixei de falar com as paredes, com a televisão e com as panelas. Agora é tempo de escaldões gigantes que me deixam sem dormir e sem disposição para trabalhar. É verdade mas me consigo mexer, e estou muito preocupada com o meu estado.
Esta foi a primeira e última vez que uma coisa destas aconteceu. No próximo fim-de-semana há mais praia mas desta vez com muito protector solar e chapéu na cabeça. Não quero ficar outra vez com a sensação de que se pode grelhar um bife nas minhas costas ou barriga de tão quentes que estão.

sexta-feira, 27 de junho de 2008

e assim foi...

Já mudei de vida. Uma semana já passou. O saldo é altamente positivo, aprendi umas quantas coisas novas.
Segunda-feira logo pela manha, exame nacional de matemática. Entrevistas, bonecos de pintura, duas horas e meia de espera, muita conversa. Mais bonecos de pintura, mais entrevistas e hora de voltar para a SIC.
Estou-me a tornar numa observadora nata. Ver tudo, perceber como se faz e porque se faz. Tentar fazer, mandar para a correcção. Descobrir quais os meus erros.
E assim foi durante uma semana. Quero mais.

terça-feira, 17 de junho de 2008

“Eu vi-te”

“Eu vi-te muito empenhada a trabalhar na redacção do Jorna da Noite…Deixa-me adivinhar….Hoje andas com o cabelo amarrado…eh eh eh…quando a pedopsiquiatra falou por causa do caso da minha terrinha…de Lousada… Tu estavas atrás sentada nessa cadeira confortável…LOL LOL”
É verdade, era a minha pessoa que estava muito empenhada a trabalhar. Vá empenhada lá isso eu sou, agora trabalhar ultimamente tenho trabalhado pouco. Mas tudo vai mudar. E isto dos outros me verem e eu não ver ninguém também vai ter de mudar =)

Experimentar é o melhor remédio

Há quem goste, há quem não goste. Existem pessoas que dizem mal e outras que dizem bem. Eu quero ir, quero experimentar, formar a minha própria opinião. Posso não gostar. Mas só depois de passar por lá é que vou saber, se isso se verificar há que ir falar com a Filipa e pedir para mudar.
EU QUERO IR…quero acompanhar os jornalistas, quero ver como eles fazem, quero saber quais os procedimentos. Intake espera por mim, no dia 1 de Julho, ou mais cedo. Vou dar o meu melhor, vou apreender o máximo possível, reter tudo o que os senhores tenham para me ensinar, mesmo que de uma forma indirecta.

Para ti…

Ontem foi o teu dia, e eu queria muito te-lo partilhado contigo, mas não deu.
Tiveste durante todo o dia no meu pensamento. Lembrei-me do 16 de Junho de 2007. Andas-te pela primeira vez a cavalo, naquela sitio especial que á a Cavalariça das Bouças. Rasgas-te as calças, aqueles que “ melhor me ficam”, foi o preço por uma voltinha na Lady.
Ontem se estivesse em Vila Real tinha-te levado a fazer outra coisa especial. Fica a promessa, quando voltar a Vila Real com tempo, ou quando tu vieres a Lisboa, levo-te a fazer uma coisa especial.

quinta-feira, 12 de junho de 2008

Quero trabalhar….

Quero mudar, quero sair da edição onde estou e ir acompanhar reportagens. Fazer um trabalho jornalístico diferente. Já estou cansada de estar na edição da tarde e de ter um coordenador que não tem tempo para a minha pessoa. Quero mostrar tudo o que sei fazer, do que sou capaz. Estou ansiosa por chegar á edição de imagem, sei que é ali que vou dar cartas, sei que essa é a minha vantagem perante todos os outros estagiários. Mas gostava de aprender mais no que diz respeito ao jornalismo televisivo, sei que vou sair uma melhor profissional, mas queria sair uma muito melhor profissional.
Ver que já se passaram quase três meses, que já só faltam mais três e que vão passar a correr está-me a dar cabo dos nervos. A par de tudo isto ainda tenho umas quantas cadeiras para fazer na UTAD, um curso para acabar, um emprego para arranjar. Gostava tanto que a SIC me contrata-se para trabalhar aqui no final do estagio, mas tenho consciência que existem estagiários que dão muito mais nas vistinhas que eu.
Tenho de me fazer á vida, e para a semana tudo vai mudar. Quero ir para um novo “poiso”, nem que seja só por uma ou duas semanas. Quero aprender coisas novas, quero acompanhar reportagem, nem que seja só uma ou duas vezes, quero saber como trabalham os profissionais, quero aproveitar isto ao máximo.
Dia 24 de Setembro é o último dia de estágio e eu já estou a ver por onde me posso virar. Mandar CV para todo o lado, quero ficar aqui em Lisboa, pelo menos por mais uns tempos. Por muito que me custe estar longe da minha terra, dos meus montes, da minha família, dos meus amigos, é aqui que o mundo gira, é aqui que tenho de aprender a fazer jornalismo.

quarta-feira, 11 de junho de 2008

“Olhares Sobre o Douro”

A notícia chegou através de uma SMS. A euforia foi total. Uma cadeira está feita, 15 valores para o meu “Olhares Sobre o Douro”. Sei que podia ter melhor nota, mas a falta de tempo e disposição para dedicar mais umas horitas ao trabalho não deixaram. Sinto-me orgulhosa, pelo menos uma cadeira consegui fazer, mesmo longe, sem assistir a aulas e a trabalhar oito horas diárias.
Um dia ainda vou enviar o convite para o lançamento do meu livro á professora, e na introdução constará o facto de ter sido a cadeira de Organização de Eventos, Animação e Roteiros Temáticos a despertar a vontade de fazer o livro. A fotografia da capa já está escolhida, a da autora também, só faltam muitas horas dedicadas a visitar os locais lindos do Douro e fotografa-los. Depois é a parte técnica da coisa, escolher fotos, programa em que vou trabalhar e muita pesquisa histórica. Pode demorar anos, mas o meu livro sai…
Assim que ouvi em consistia o trabalho decidi logo o que iria fazer. Foi um dos que mais prazer me deu fazer, toda a gente sabe do meu fascínio pelo Douro, poder transmitir esse sentimento através de outra paixão, a fotografia, foi qualquer coisa.

segunda-feira, 9 de junho de 2008

Fim-de-semana equestre

Num momento em que as saudades já apertavam, nada melhor que ir visitar aquela que foi a minha segunda casa durante uns tempos.
E já lá vão cinco anos consecutivos de Feira do Cavalo em Borbela. A primeira, para mim, vai sempre ser a mais especial, a mais emotiva, aquela em que participei do início ao fim. Aquela em que tudo ainda era muito incerto, a experimentação de um sonho. Hoje, após cinco feiras, é tudo tão diferente, é notória uma grande evolução, agora é muito mais comercial, perdeu-se o espírito minimalista, não quero dizer que esteja pior, apenas diferente. Há cinco anos atrás eu era a menina lá do sítio, uma das únicas alunas da cavalariça das Bouças.
Este fim-de-semana serviu para recordar, todos os bons momentos que ali passei, que foram muitos, todas as gargalhadas, todos os ataques repentinos de pânico, todas as quedas. E pensar que comecei a frequentar o local por causa de um rapaz. Agradeço até hoje, pelo menos fez-me conhecer um mundo novo, o dos cavalos, pelo qual me apaixonei. Sinto tanta falta daqueles bichinhos, tenho muita pena não ter tempo para dedicar á arte equestre, especialmente quando vejo “as miúdas” com um grande à-vontade lá em cima, capazes de fazer o que quiserem em cima do cavalinho.
Cavalariça das Bouças para sempre um dos meus locais preferidos em Vila Real, vai estar sempre na memória todos os momentos que lá passei, e ainda vou passar……

segunda-feira, 2 de junho de 2008

O peixe desejado…...

Pronto, já está, a minha casa de banho já tem tapete. Depois de um taxista parvo que não nos levou ao IKEA, de uma caminhada pelo meio da auto-estrada e encontrar o tão desejado estabelecimento fechado. Após todas estas desilusões, segunda-feira de manha consegui comprar o meu peixe. É azul como a cortina da banheira e tenho também um cesto para por a roupa suja, também ele azul.
Agora só falta a estante, mesinha de cabeceira, cortina para o quarto, tapete para o quarto…………… e mais umas coisinhas para tornar o meu T3 na Nova Carnaxide numa casa mais aconchegante.

Lisboa, Lisboa, Lisboa

Visitinha aqui á menina implica passeio, muito passeio. Dar a conhecer Lisboa, ao mesmo tempo que a descubro. De cada vez que a visito é como se fosse sempre a primeira. Há sempre uma coisa nova ao virar da esquina, um pormenor, uma rua que não vi. Lisboa é assim, um mundinho novo pronto a descobrir.
A chuva ainda deu o ar de sua graça, mas o São Pedro estava a nosso favor, e o sol abençoou o dia.
Foi um dia cheia, intenso, cansativo mas muito bem passado. Mesmo com um escaldão no nariz e nos ombros. Agruras de se ser muito branquinha.

terça-feira, 27 de maio de 2008

Com mais força para continuar…

A sensação de que se está a ser testada é das piores que se pode ter. Foi assim que eu me senti da última vez que sai em reportagem. O senhor Repórter de Imagem teve o condão de me fazer sentir muito pequenina, sem experiência e sem saber o que fazer ou com quem falar. Por momentos questionei a decisão de ter vindo para a aqui fazer este estágio. Mas, logo depois percebi que é normal sentir-me um pouco perdida, afinal de contas era a minha segunda saída, sozinha, e nuca tinha visto este processo feito por um profissional.
O sentimento de pequenez deu lugar à força, à vontade de fazer mais e melhor, de provar que sim, uma menina do Norte quase licenciada pela UTAD é capaz.
Por agora só tenha a agradecer ao Sr. por me ter dado mais força, mais vontade de continuar em frente, de ultrapassar os obstáculos que ainda estão para vir.
Estou a seguir a seu concelho, estou-ma a fazer a vida….

Duas saídas em sete madrugadas

Mais uma madruga e consequentemente mais uma possibilidade de sair em reportagem. De cada vez que saio de casa em direcção à SIC a esperança de voltar a sair em reportagem renova-se.
Para uma simples estagiaria só a remota possibilidade de sair em reportagem. Fazer trabalho de campo, faz-me chegar à redacção à meia-noite (hora em que as pessoas normais estão a chegar a casa) com o maior dos sorrisos, cheia de vontade de trabalhar, dar o melhor e provar que sou capaz de fazer um trabalho de qualidade, que podem confiar em mim.
E depois, no final da noite, ou principio da manha dependendo da perspectiva, chego a casa com a pica toda, cheia de energia, sem sono e com vontade de continuar a trabalhar até o cansaço falar mais alto e me obrigar ir para a caminha dormir. Assim que aconteceu durante uma semana.
Foi com este espírito que encarei as minhas sete madrugadas. Da meia-noite de dia 17 às 6 da manha de 21 de Maio.
O balanço é altamente positivo. Agora que já se acabaram fico na anciã que venham as próximas.

“Agora faz-te à vida”

Esta foi logo no início da noite, estava eu toda entusiasmada a fazer uma off a partir de um take da Reuters, quando o Ricardo vem ter comigo e em linguagem gestual me disse que tinha de sair em reportagem. Claro que não percebi nada, só depois de desligar o telemóvel e falar comigo é que entendi que ia fazer trabalho de campo. O destino foi uma rua estranha, onde as senhoras se mostram e ganham a vidinha a vender o corpinho. O acontecido era uma acção de fiscalização a um “estabelecimento comercial”, onde se vende uns copos e o corpinho também.
O aparato era grande, aquela casa nunca esteve tão bem guardada. Dois super PSP’s com corpo de porteiro de discoteca a empunhar uma grande arma, que mais tarde me explicaram ser uma G3.
A única coisa que o senhor RI me disse foi “agora faz-te à vida”, esta frase vai ficar para sempre na minha memória, assim como o que senti quando a ouvi.
Lá andei eu a correr de um lado para o outro para conseguir falar com os responsáveis da operação, PSP e SEF, com o objectivo de obter depoimentos e autorização para recolher imagens. E a senhor RI impávido e sereno a ver as movimentações, encostado à parede com a sua “arma” às costas (câmara). Sim, eu também andava com a minha arma (micro), mas não a usei.
Autorização e depoimentos negados, encaminharam-nos para o departamento de relações públicas de SEF durante a manha. Descobri que é assim que funcionam as coisas.
O senhor da PSP foi muito simpático comigo, devia ter notado a falta de à-vontade e concluído que devia ser estagiária. O responsável do SEF, pelo contrário, devia ter achado que já ando nisto á muito tempo. Pediu-me a identificação ou carteira profissional. Fiquei assim…um pouco aflita, da SIC só tenho um cartão que nem a minha fotografia tem. Carteira profissional, sendo eu estagiária é complicado ter, daqui por uns meses com sorte, talvez tenha.

quinta-feira, 22 de maio de 2008

Altos níveis de adrenalina

Meia-noite em ponto, lá estava eu na SIC à procura de uma homónima, ia ser a minha chefe por duas madrugadas. A primeira coisa que pensei quando soube que ela se chamava Liliana e que tal como eu é transmontana (de Chaves) foi, só pode ser um bom sinal, um bom presságio. O tempo veio confirmar a minha intuição. Logo no início da noite já estava à-vontade, já falava sem medo. Aprendi a fazer off’s e a trabalhar no ClipEdit, programa de edição de imagem usado pelos jornalistas SIC.
Duas e cinquenta da manha, ouço a Liliana dizer “olha em principio tens de sair em reportagem”, naquela altura senti o meu coração bater mais forte. Sem mais tempo para mim, só me diz para telefonar para os Bombeiros de Benfica e tentar perceber o que se passava. Correr para o estúdio, estava na hora de apresentar o jornal síntese das três. Fique sozinha na redacção, eu e toda a adrenalina que me corria nas veias. A tremer lá consegui encontrar o número dos Bombeiros no ENPS, sistema de comunicação de rede, fique a saber que o incêndio já estava apagado. Espero que saia do estúdio e transmito a mensagem que obtive com o telefonema. Nova ordem, “telefona para a polícia e pergunta se ainda estão agentes no local e se podemos recolher imagens”, com o novo telefonema fiquei a saber que a PSP ainda estava lá e que tínhamos autorização para filmar.
No momento em que ouvi “arruma as tuas coisas, eu vou chamar o RI, vais para o local, tenta falar com a dona do carro, com os vizinhos e com polícia”. Senti um misto de emoções, muita adrenalina, muita vontade de sair, de ir para o terreno e ao mesmo tempo medo. Tinha em mãos a responsabilidade de “cobrir” um incidente e não queria falhar, mas também não sabia ao certo o que fazer quando chegasse ao local da explosão/ incêndio.
Foi a minha primeira saída em reportagem na SIC, nunca antes tive o privilégio de sentar o rabiosque num carro de exteriores da Sociedade Independente de Comunicação. Eu e o Reporte de Imagem (RI). Encarnei o papel de jornalista e lá fui rumo a Benfica . Encontrar A RUA Pery de linde não foi fácil, voltas e mais voltas em torno do bairro que o mapa, consultado antes de sair, indicava e nada de carro destruído, ate que por coincidência, ou não, vislumbramos dois senhores agentes. Passamos pela rua e lá estava o carro todo destruído. Mais 5 minutos para arranjar estacionamento e nada, acabamos por deixar o carro em cima do passeio, afinal jornalista em serviço pode J
Hora de recolher imagens para a off, tentar arrancar declarações dos senhores polícias, observar bem as janelinhas dos prédios em volta, mas nada, sem testemunhas da explosão/incêndio e sem declarações das autoridades toca a voltar para a redacção da SIC.
Próximo passo, fazer o off e editar a peça com as imagens recolhidas. Jornal síntese das cinco da manhã:

Esta madrugada, um incêndio danificou dois automóveis na zona de Benfica em Lisboa.
{Segue Clip-off}
Um dos veículos ficou totalmente destruído. Para já não são conhecidas as causas. A PSP selou a zona e montou um perímetro de segurança para averiguar a origem do incêndio.O incidente ocorreu por volta da duas da manhã. No local, além da PSP, estiveram também os bombeiros sapadores de lisboa.
Este meu pequeno trabalho passou nos jornais da SIC generalista no dia 17 de Maio.

quarta-feira, 21 de maio de 2008

Sexta-feira……..Colombo

Durante a tarde alimentei o meu espírito consumista. Fui com a minha Aninha ao grande Colombo. Era impossível entrar naquele centro comercial e não efectuar uma única comprinha. Praticamos durante umas horitas o desporto de que tanto gostam as mulheres. Passear pelo shoping, entrar em tudo que é loja, ver um milhão de roupas, acessórios, sapatos, sandálias.
Depois de muito tentar resistir à tentação, lá acabei por pecar mais uma vez. Desta feita comprei uma coisa que me faz muita falta, sim, porque eu até nem tenho milhentas bolsas. Aquela estava ali a fazer olhinhos há minha pessoa, e eu como pessoa sensível que sou tive de a trazer comigo para casa.
Rua acima rua abaixo no final da tarde demos com a Comercial, aquele edifício que futuramente será o local de trabalho dela… Depois de muitas definições mal feitas da lateralidade, e falta de orientação, dar com o edifício nem foi assim tão difícil.
A dor de pernas era muita, a vontade de cozinhar nenhuma…Bora lá encomendar piza???hum…muito bom. E por que não um hambúrguer? Lá fomos nos até ao Mc mais próximo, que por acaso é pertinho do altinho dos Barronhos.
Ainda houve tempo para um merecido descanso antes de uma longa noite de trabalho. Sim que é chique trabalhar durante a noite.

quarta-feira, 14 de maio de 2008

Para mais tarde

Dentro em breve vou escrever um post dedicado à semana fantástica que passei em Vila Real…..

segunda-feira, 21 de abril de 2008

"Os Filhos da Droga"

É impressionante a capacidade das pessoas entrarem num mundo que já sabem à partida que é mau, nojento, terrível e do qual não há volta.
Trabalho de recepção e a necessidade de ler “Os filhos da droga”, um livro impressionante que relata com rigor o mundo daqueles que se entregam ao vicio, e estou a falar mesmo de uma entrega. A maioria das pessoas entra nesse mundo para se evidenciar, para mostrar que podem ser superiores a outros, de livre e espontânea vontade. Acabando num realidade terrivelmente má e nojenta. Ter de recorrer à prostituição a fim de ganhar dinheiro para alimentar o vício, ver os amigos mais próximos morrer sem a mínima dignidade.
O livro impressiona-me e ao mesmo tempo provoca-me um sentimento de revolta, como é possível uma menina de 13 anos estar já dependente da heroína ter de “fazer a rua” para arranjar dinheiro.
O que me deixa mais “perturbada” é saber que este é um relato real e não apenas ficção. Ter consciência de que existe um monte de pessoas nas mesmas condições que uma Christiane F. de origem alemã nos anos 70.

domingo, 20 de abril de 2008

Saudade, angústia……

Achava eu que hoje ia ser um daqueles dias em que chegava a casa com o maior dos sorrisos. Domingo em Lisboa, rancho com actuação na capital, Liliana vai ter com eles, porque gosta mais daquilo do que de chocolate.
Comecei logo por me desiludir com o bairro para onde fomos, meu deus o que era aquilo.Mil vezes a rua Inácio Duarte em Carnaxide.
Pensava que a casa de Trás-os-Montes era uma espécie de palacete antigo situado na Avenida da Republica junto ao Campo Pequeno, erro total. Aquilo é uma espécie de cave numa ruela de Marvila. Que me desculpem os dirigentes daquela associação, mas realmente fiquei um pouco desiludida.
Já estou habituada a despedidas, achava eu, outro erro. No momento em que tive de dizer até para a semana a toda aquela gente deu-me um aperto no meu coraçãozinho. Lembrei-me da minha cidade, dos meus amigos, da minha família, de tudo o que tenho em Vila Real.
Apesar de saber da rapariga de sorte que sou ao ter esta oportunidade. Trabalhar com grandes nomes do jornalismo português e aprender com eles. Acompanhar durante 6 meses a rotina de um órgão de comunicação social a nível nacional. Mas há alturas em que a saudade surge.
Ando carente, quero miminhos, quero saber porque que estou assim, porque sinto este aperto no coração…Quero saber o que se passa comigo hoje……

sábado, 19 de abril de 2008

Será que sim, será que não………………a verdade é que não sei

Nunca pensei que fosse ter este tipo conflitos interiores aqui em Lisboa. Apaixonar-me outra vez! Não pensei que fosse possível, alias, nem sequer sei se estou apaixonada. Não sei o que vai dentro do meu coraçãozinho.
Deve ser do facto de estar carente, sozinha, com falta de miminhos…. E pronto dá-me para isto.
Há quem já não tenha dúvidas, e saiba exactamente qual o meu diagnostico. Padeço de uma síndrome que dá pelo nome de apaixonite aguda. Acontece a todos, especialmente quando se anda carente.
Mas, contudo, no entanto a mim não me devia acontecer, já tomei uma medicação bastante forte que me devia tornar imune a este tipo de males. Mas não senhor. Esta é uma nova variante da “doença” e não há medicação que cure, segundo dizem…..
Resta agora saber se padeço mesmo desta grave doença….espero realmente que não….

sexta-feira, 18 de abril de 2008

Um dia complicado….

Chuva e mais chuva, frio e vento…..uma nova plataforma para tirar vídeos e coloca-los no site, problemas de rede, computadores demasiadamente lentos, acontecimentos da máxima importâncias para o país em directo, necessidade de fazer novas actualizações no site com urgência……… voltar para casa depois de 8 horas de árduo trabalho e ainda ter de fazer um plano para organização de eventos. Haja disposição.
E apesar de tudo isto não estou triste nem desiludida. Um pouco cansada sim, mas com ânimo para continuar. Ter vontade de amanhar ir trabalhar e deparar-me com tudo isto de novo. Porque é isto que quero fazer no futuro. Porque adorava poder vir a trabalhar na sociedade independente de comunicação. Porque tenho o apoio da minha família e amigos. Porque eles nunca me vão deixar só e desamparada. Porque já me sinto à-vontade dentro do que vai ser o meu local de trabalho os próximos 5 meses. Porque todo o esforço e dedicação um dia vai ser recompensado, aliás já esta a ser, com tudo o que tenho aprendido e com as pessoas que tenho conhecido.
Claro que o facto de ouvir a voz de alguém preocupado comigo, ajuda a que a meu humor esteja in.

quarta-feira, 9 de abril de 2008

Mais um dia....

Tempo chuvoso, achava eu que em Lisboa não chovia, ou pelo menos não enquanto eu cá estivesse. Bem, mas há quem, mesmo com esta chuva, ande de sandálias. Como é possível! As pessoas até devem ficar confusas ao ver a pivot do jornal usar este calçado com a chuva que está. Enfim, coisas de celebridades.
Hoje fique a conhecer o senhor RE (repórter de imagem) lá do sítio. O moço até é simpático, mas nada que se compare ao primeiro outorgante do meu contrato. Meus Deus, esse sim além de simpático é lindo, educado, cavalheiro, preocupado. Acho que um dia destes aceito a ajuda do senhor. Já que estou aqui sozinha, e tantas vezes sinto vontade de falar com alguém que esteja ao meu lado, a ouvir, a observar o modo como gesticulo enquanto falo, que me diga o que se passou no seu dia. Falar, falar até ficar sem tema. Conversar de coisas sem importância e de assuntos sérios, profundos. Sempre detestei andar sozinha e por obra do acaso, ou talvez não, cá estou eu na capital entregue a mim própria, a tudo o que tenho de fazer, a todas as obrigações que o facto de morar sozinha acarretam.

segunda-feira, 7 de abril de 2008

Saudade.................

Saudade, esta palavra tão portuguesa da qual eu não sabia bem o significado. Agora sei, e se sei. Tenho tantas saudades de tudo o que deixei em Vila Real, na UTAD, do “meu” Douro, daqueles montes lindos que tanto significam para mim. Das pessoas que lá estão, e de quem eu tanto gostos. Há pessoas que me fazem falta, muita falta, pessoas que vão sempre fazer parte da minha vida, quer estejamos longe ou perto. Há coisas que nem eu sabia que significavam tanto para mim.
Existem também aquelas “coisas” que eu achava que me iam fazer muita falta, mas que na realidade não são assim tão importantes para mim. Fico feliz por me conseguir libertar daquilo que há uns tempos atrás dizia não ser capaz.
Hoje após duas semanas do início desta minha aventura posso dizer com toda a certeza já não me fazes falta. Fizeste parte do meu passado, mas o meu presente não tem espaço para ti, não da forma como anteriormente teve. E fico muito feliz por ter chegado a esta conclusão. Por saber que sou capaz de me libertar de um passado que me fez mal.

domingo, 6 de abril de 2008

o primeiro de muitos....

A minha aventura pelo mundo da blogosfera começa hoje. Decidi criar um espacinho meu na net. Aqui vou descrever as minhas aventuras, ou qualquer coisa que se pareça com isso. Esta é também uma forma daqueles que estão longe fisicamente, mas sempre presentes no meu coração, poderem saber o que se vai passando na minha vidinha…..