A sensação de que se está a ser testada é das piores que se pode ter. Foi assim que eu me senti da última vez que sai em reportagem. O senhor Repórter de Imagem teve o condão de me fazer sentir muito pequenina, sem experiência e sem saber o que fazer ou com quem falar. Por momentos questionei a decisão de ter vindo para a aqui fazer este estágio. Mas, logo depois percebi que é normal sentir-me um pouco perdida, afinal de contas era a minha segunda saída, sozinha, e nuca tinha visto este processo feito por um profissional.
O sentimento de pequenez deu lugar à força, à vontade de fazer mais e melhor, de provar que sim, uma menina do Norte quase licenciada pela UTAD é capaz.
Por agora só tenha a agradecer ao Sr. por me ter dado mais força, mais vontade de continuar em frente, de ultrapassar os obstáculos que ainda estão para vir.
Estou a seguir a seu concelho, estou-ma a fazer a vida….
terça-feira, 27 de maio de 2008
Duas saídas em sete madrugadas
Mais uma madruga e consequentemente mais uma possibilidade de sair em reportagem. De cada vez que saio de casa em direcção à SIC a esperança de voltar a sair em reportagem renova-se.
Para uma simples estagiaria só a remota possibilidade de sair em reportagem. Fazer trabalho de campo, faz-me chegar à redacção à meia-noite (hora em que as pessoas normais estão a chegar a casa) com o maior dos sorrisos, cheia de vontade de trabalhar, dar o melhor e provar que sou capaz de fazer um trabalho de qualidade, que podem confiar em mim.
E depois, no final da noite, ou principio da manha dependendo da perspectiva, chego a casa com a pica toda, cheia de energia, sem sono e com vontade de continuar a trabalhar até o cansaço falar mais alto e me obrigar ir para a caminha dormir. Assim que aconteceu durante uma semana.
Foi com este espírito que encarei as minhas sete madrugadas. Da meia-noite de dia 17 às 6 da manha de 21 de Maio.
O balanço é altamente positivo. Agora que já se acabaram fico na anciã que venham as próximas.
Para uma simples estagiaria só a remota possibilidade de sair em reportagem. Fazer trabalho de campo, faz-me chegar à redacção à meia-noite (hora em que as pessoas normais estão a chegar a casa) com o maior dos sorrisos, cheia de vontade de trabalhar, dar o melhor e provar que sou capaz de fazer um trabalho de qualidade, que podem confiar em mim.
E depois, no final da noite, ou principio da manha dependendo da perspectiva, chego a casa com a pica toda, cheia de energia, sem sono e com vontade de continuar a trabalhar até o cansaço falar mais alto e me obrigar ir para a caminha dormir. Assim que aconteceu durante uma semana.
Foi com este espírito que encarei as minhas sete madrugadas. Da meia-noite de dia 17 às 6 da manha de 21 de Maio.
O balanço é altamente positivo. Agora que já se acabaram fico na anciã que venham as próximas.
“Agora faz-te à vida”
Esta foi logo no início da noite, estava eu toda entusiasmada a fazer uma off a partir de um take da Reuters, quando o Ricardo vem ter comigo e em linguagem gestual me disse que tinha de sair em reportagem. Claro que não percebi nada, só depois de desligar o telemóvel e falar comigo é que entendi que ia fazer trabalho de campo. O destino foi uma rua estranha, onde as senhoras se mostram e ganham a vidinha a vender o corpinho. O acontecido era uma acção de fiscalização a um “estabelecimento comercial”, onde se vende uns copos e o corpinho também.
O aparato era grande, aquela casa nunca esteve tão bem guardada. Dois super PSP’s com corpo de porteiro de discoteca a empunhar uma grande arma, que mais tarde me explicaram ser uma G3.
A única coisa que o senhor RI me disse foi “agora faz-te à vida”, esta frase vai ficar para sempre na minha memória, assim como o que senti quando a ouvi.
Lá andei eu a correr de um lado para o outro para conseguir falar com os responsáveis da operação, PSP e SEF, com o objectivo de obter depoimentos e autorização para recolher imagens. E a senhor RI impávido e sereno a ver as movimentações, encostado à parede com a sua “arma” às costas (câmara). Sim, eu também andava com a minha arma (micro), mas não a usei.
Autorização e depoimentos negados, encaminharam-nos para o departamento de relações públicas de SEF durante a manha. Descobri que é assim que funcionam as coisas.
O senhor da PSP foi muito simpático comigo, devia ter notado a falta de à-vontade e concluído que devia ser estagiária. O responsável do SEF, pelo contrário, devia ter achado que já ando nisto á muito tempo. Pediu-me a identificação ou carteira profissional. Fiquei assim…um pouco aflita, da SIC só tenho um cartão que nem a minha fotografia tem. Carteira profissional, sendo eu estagiária é complicado ter, daqui por uns meses com sorte, talvez tenha.
O aparato era grande, aquela casa nunca esteve tão bem guardada. Dois super PSP’s com corpo de porteiro de discoteca a empunhar uma grande arma, que mais tarde me explicaram ser uma G3.
A única coisa que o senhor RI me disse foi “agora faz-te à vida”, esta frase vai ficar para sempre na minha memória, assim como o que senti quando a ouvi.
Lá andei eu a correr de um lado para o outro para conseguir falar com os responsáveis da operação, PSP e SEF, com o objectivo de obter depoimentos e autorização para recolher imagens. E a senhor RI impávido e sereno a ver as movimentações, encostado à parede com a sua “arma” às costas (câmara). Sim, eu também andava com a minha arma (micro), mas não a usei.
Autorização e depoimentos negados, encaminharam-nos para o departamento de relações públicas de SEF durante a manha. Descobri que é assim que funcionam as coisas.
O senhor da PSP foi muito simpático comigo, devia ter notado a falta de à-vontade e concluído que devia ser estagiária. O responsável do SEF, pelo contrário, devia ter achado que já ando nisto á muito tempo. Pediu-me a identificação ou carteira profissional. Fiquei assim…um pouco aflita, da SIC só tenho um cartão que nem a minha fotografia tem. Carteira profissional, sendo eu estagiária é complicado ter, daqui por uns meses com sorte, talvez tenha.
quinta-feira, 22 de maio de 2008
Altos níveis de adrenalina
Meia-noite em ponto, lá estava eu na SIC à procura de uma homónima, ia ser a minha chefe por duas madrugadas. A primeira coisa que pensei quando soube que ela se chamava Liliana e que tal como eu é transmontana (de Chaves) foi, só pode ser um bom sinal, um bom presságio. O tempo veio confirmar a minha intuição. Logo no início da noite já estava à-vontade, já falava sem medo. Aprendi a fazer off’s e a trabalhar no ClipEdit, programa de edição de imagem usado pelos jornalistas SIC.
Duas e cinquenta da manha, ouço a Liliana dizer “olha em principio tens de sair em reportagem”, naquela altura senti o meu coração bater mais forte. Sem mais tempo para mim, só me diz para telefonar para os Bombeiros de Benfica e tentar perceber o que se passava. Correr para o estúdio, estava na hora de apresentar o jornal síntese das três. Fique sozinha na redacção, eu e toda a adrenalina que me corria nas veias. A tremer lá consegui encontrar o número dos Bombeiros no ENPS, sistema de comunicação de rede, fique a saber que o incêndio já estava apagado. Espero que saia do estúdio e transmito a mensagem que obtive com o telefonema. Nova ordem, “telefona para a polícia e pergunta se ainda estão agentes no local e se podemos recolher imagens”, com o novo telefonema fiquei a saber que a PSP ainda estava lá e que tínhamos autorização para filmar.
No momento em que ouvi “arruma as tuas coisas, eu vou chamar o RI, vais para o local, tenta falar com a dona do carro, com os vizinhos e com polícia”. Senti um misto de emoções, muita adrenalina, muita vontade de sair, de ir para o terreno e ao mesmo tempo medo. Tinha em mãos a responsabilidade de “cobrir” um incidente e não queria falhar, mas também não sabia ao certo o que fazer quando chegasse ao local da explosão/ incêndio.
Foi a minha primeira saída em reportagem na SIC, nunca antes tive o privilégio de sentar o rabiosque num carro de exteriores da Sociedade Independente de Comunicação. Eu e o Reporte de Imagem (RI). Encarnei o papel de jornalista e lá fui rumo a Benfica . Encontrar A RUA Pery de linde não foi fácil, voltas e mais voltas em torno do bairro que o mapa, consultado antes de sair, indicava e nada de carro destruído, ate que por coincidência, ou não, vislumbramos dois senhores agentes. Passamos pela rua e lá estava o carro todo destruído. Mais 5 minutos para arranjar estacionamento e nada, acabamos por deixar o carro em cima do passeio, afinal jornalista em serviço pode J
Hora de recolher imagens para a off, tentar arrancar declarações dos senhores polícias, observar bem as janelinhas dos prédios em volta, mas nada, sem testemunhas da explosão/incêndio e sem declarações das autoridades toca a voltar para a redacção da SIC.
Próximo passo, fazer o off e editar a peça com as imagens recolhidas. Jornal síntese das cinco da manhã:
Esta madrugada, um incêndio danificou dois automóveis na zona de Benfica em Lisboa.
{Segue Clip-off}
Um dos veículos ficou totalmente destruído. Para já não são conhecidas as causas. A PSP selou a zona e montou um perímetro de segurança para averiguar a origem do incêndio.O incidente ocorreu por volta da duas da manhã. No local, além da PSP, estiveram também os bombeiros sapadores de lisboa.
Este meu pequeno trabalho passou nos jornais da SIC generalista no dia 17 de Maio.
Duas e cinquenta da manha, ouço a Liliana dizer “olha em principio tens de sair em reportagem”, naquela altura senti o meu coração bater mais forte. Sem mais tempo para mim, só me diz para telefonar para os Bombeiros de Benfica e tentar perceber o que se passava. Correr para o estúdio, estava na hora de apresentar o jornal síntese das três. Fique sozinha na redacção, eu e toda a adrenalina que me corria nas veias. A tremer lá consegui encontrar o número dos Bombeiros no ENPS, sistema de comunicação de rede, fique a saber que o incêndio já estava apagado. Espero que saia do estúdio e transmito a mensagem que obtive com o telefonema. Nova ordem, “telefona para a polícia e pergunta se ainda estão agentes no local e se podemos recolher imagens”, com o novo telefonema fiquei a saber que a PSP ainda estava lá e que tínhamos autorização para filmar.
No momento em que ouvi “arruma as tuas coisas, eu vou chamar o RI, vais para o local, tenta falar com a dona do carro, com os vizinhos e com polícia”. Senti um misto de emoções, muita adrenalina, muita vontade de sair, de ir para o terreno e ao mesmo tempo medo. Tinha em mãos a responsabilidade de “cobrir” um incidente e não queria falhar, mas também não sabia ao certo o que fazer quando chegasse ao local da explosão/ incêndio.
Foi a minha primeira saída em reportagem na SIC, nunca antes tive o privilégio de sentar o rabiosque num carro de exteriores da Sociedade Independente de Comunicação. Eu e o Reporte de Imagem (RI). Encarnei o papel de jornalista e lá fui rumo a Benfica . Encontrar A RUA Pery de linde não foi fácil, voltas e mais voltas em torno do bairro que o mapa, consultado antes de sair, indicava e nada de carro destruído, ate que por coincidência, ou não, vislumbramos dois senhores agentes. Passamos pela rua e lá estava o carro todo destruído. Mais 5 minutos para arranjar estacionamento e nada, acabamos por deixar o carro em cima do passeio, afinal jornalista em serviço pode J
Hora de recolher imagens para a off, tentar arrancar declarações dos senhores polícias, observar bem as janelinhas dos prédios em volta, mas nada, sem testemunhas da explosão/incêndio e sem declarações das autoridades toca a voltar para a redacção da SIC.
Próximo passo, fazer o off e editar a peça com as imagens recolhidas. Jornal síntese das cinco da manhã:
Esta madrugada, um incêndio danificou dois automóveis na zona de Benfica em Lisboa.
{Segue Clip-off}
Um dos veículos ficou totalmente destruído. Para já não são conhecidas as causas. A PSP selou a zona e montou um perímetro de segurança para averiguar a origem do incêndio.O incidente ocorreu por volta da duas da manhã. No local, além da PSP, estiveram também os bombeiros sapadores de lisboa.
Este meu pequeno trabalho passou nos jornais da SIC generalista no dia 17 de Maio.
quarta-feira, 21 de maio de 2008
Sexta-feira……..Colombo
Durante a tarde alimentei o meu espírito consumista. Fui com a minha Aninha ao grande Colombo. Era impossível entrar naquele centro comercial e não efectuar uma única comprinha. Praticamos durante umas horitas o desporto de que tanto gostam as mulheres. Passear pelo shoping, entrar em tudo que é loja, ver um milhão de roupas, acessórios, sapatos, sandálias.
Depois de muito tentar resistir à tentação, lá acabei por pecar mais uma vez. Desta feita comprei uma coisa que me faz muita falta, sim, porque eu até nem tenho milhentas bolsas. Aquela estava ali a fazer olhinhos há minha pessoa, e eu como pessoa sensível que sou tive de a trazer comigo para casa.
Rua acima rua abaixo no final da tarde demos com a Comercial, aquele edifício que futuramente será o local de trabalho dela… Depois de muitas definições mal feitas da lateralidade, e falta de orientação, dar com o edifício nem foi assim tão difícil.
A dor de pernas era muita, a vontade de cozinhar nenhuma…Bora lá encomendar piza???hum…muito bom. E por que não um hambúrguer? Lá fomos nos até ao Mc mais próximo, que por acaso é pertinho do altinho dos Barronhos.
Ainda houve tempo para um merecido descanso antes de uma longa noite de trabalho. Sim que é chique trabalhar durante a noite.
Depois de muito tentar resistir à tentação, lá acabei por pecar mais uma vez. Desta feita comprei uma coisa que me faz muita falta, sim, porque eu até nem tenho milhentas bolsas. Aquela estava ali a fazer olhinhos há minha pessoa, e eu como pessoa sensível que sou tive de a trazer comigo para casa.
Rua acima rua abaixo no final da tarde demos com a Comercial, aquele edifício que futuramente será o local de trabalho dela… Depois de muitas definições mal feitas da lateralidade, e falta de orientação, dar com o edifício nem foi assim tão difícil.
A dor de pernas era muita, a vontade de cozinhar nenhuma…Bora lá encomendar piza???hum…muito bom. E por que não um hambúrguer? Lá fomos nos até ao Mc mais próximo, que por acaso é pertinho do altinho dos Barronhos.
Ainda houve tempo para um merecido descanso antes de uma longa noite de trabalho. Sim que é chique trabalhar durante a noite.
quarta-feira, 14 de maio de 2008
Para mais tarde
Dentro em breve vou escrever um post dedicado à semana fantástica que passei em Vila Real…..
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