A sexta-feira chegou e a viagem até à bilinha também, cinco horas dentro de um autocarro. Ansiedade de chegar, de te ver e o mais estranho de tudo, foste a primeira pessoa que vi assim que pus o pé na terrinha.
Olhei-te de lado, o coração bateu mais forte, a emoção de voltar a casa depois de duas semanas e meia ausente tomou conta de mim.
O abraço apertado e sentido da minha Kika, os seus beijinhos, as conversas infindáveis com familiares e amigos, que rodam todas à volta do mesmo: estágio, sic, perspectivas de trabalho, futuro.
A felicidade de estar de novo em casa, perto da família, amigos e conhecidos. Com a aldeia cheia de gente, os imigrantes invadiram o recinto da festa, percebi que já não conheço metade daquela gente (gente que só vem a Portugal uma vez por ano e quando vem).
A meio da noite… o inesperado, nunca um “olá senhora jornalista, estás boa?” me deixou tão perplexa e feliz.
“Já tinhas idade para ter juízo” disse-me uma prima com12 anos. Sim, é verdade mas há coisas que não conseguimos controlar, sentimentos que não conseguimos esconder.
E foi magico, como é de todas as vezes que estamos juntos. Um simples cruzar de olhares, um sorriso rápido, um inocente beijo na bochecha e um abraço apertado, tudo coisas simples mas intensas que denunciam toda a cumplicidade que existe entre nós.
Este fim-de-semana foi, sem dúvida, rico em emoções fortes.
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