É impressionante a capacidade das pessoas entrarem num mundo que já sabem à partida que é mau, nojento, terrível e do qual não há volta.
Trabalho de recepção e a necessidade de ler “Os filhos da droga”, um livro impressionante que relata com rigor o mundo daqueles que se entregam ao vicio, e estou a falar mesmo de uma entrega. A maioria das pessoas entra nesse mundo para se evidenciar, para mostrar que podem ser superiores a outros, de livre e espontânea vontade. Acabando num realidade terrivelmente má e nojenta. Ter de recorrer à prostituição a fim de ganhar dinheiro para alimentar o vício, ver os amigos mais próximos morrer sem a mínima dignidade.
O livro impressiona-me e ao mesmo tempo provoca-me um sentimento de revolta, como é possível uma menina de 13 anos estar já dependente da heroína ter de “fazer a rua” para arranjar dinheiro.
O que me deixa mais “perturbada” é saber que este é um relato real e não apenas ficção. Ter consciência de que existe um monte de pessoas nas mesmas condições que uma Christiane F. de origem alemã nos anos 70.
segunda-feira, 21 de abril de 2008
domingo, 20 de abril de 2008
Saudade, angústia……
Achava eu que hoje ia ser um daqueles dias em que chegava a casa com o maior dos sorrisos. Domingo em Lisboa, rancho com actuação na capital, Liliana vai ter com eles, porque gosta mais daquilo do que de chocolate.
Comecei logo por me desiludir com o bairro para onde fomos, meu deus o que era aquilo.Mil vezes a rua Inácio Duarte em Carnaxide.
Pensava que a casa de Trás-os-Montes era uma espécie de palacete antigo situado na Avenida da Republica junto ao Campo Pequeno, erro total. Aquilo é uma espécie de cave numa ruela de Marvila. Que me desculpem os dirigentes daquela associação, mas realmente fiquei um pouco desiludida.
Já estou habituada a despedidas, achava eu, outro erro. No momento em que tive de dizer até para a semana a toda aquela gente deu-me um aperto no meu coraçãozinho. Lembrei-me da minha cidade, dos meus amigos, da minha família, de tudo o que tenho em Vila Real.
Apesar de saber da rapariga de sorte que sou ao ter esta oportunidade. Trabalhar com grandes nomes do jornalismo português e aprender com eles. Acompanhar durante 6 meses a rotina de um órgão de comunicação social a nível nacional. Mas há alturas em que a saudade surge.
Ando carente, quero miminhos, quero saber porque que estou assim, porque sinto este aperto no coração…Quero saber o que se passa comigo hoje……
Comecei logo por me desiludir com o bairro para onde fomos, meu deus o que era aquilo.Mil vezes a rua Inácio Duarte em Carnaxide.
Pensava que a casa de Trás-os-Montes era uma espécie de palacete antigo situado na Avenida da Republica junto ao Campo Pequeno, erro total. Aquilo é uma espécie de cave numa ruela de Marvila. Que me desculpem os dirigentes daquela associação, mas realmente fiquei um pouco desiludida.
Já estou habituada a despedidas, achava eu, outro erro. No momento em que tive de dizer até para a semana a toda aquela gente deu-me um aperto no meu coraçãozinho. Lembrei-me da minha cidade, dos meus amigos, da minha família, de tudo o que tenho em Vila Real.
Apesar de saber da rapariga de sorte que sou ao ter esta oportunidade. Trabalhar com grandes nomes do jornalismo português e aprender com eles. Acompanhar durante 6 meses a rotina de um órgão de comunicação social a nível nacional. Mas há alturas em que a saudade surge.
Ando carente, quero miminhos, quero saber porque que estou assim, porque sinto este aperto no coração…Quero saber o que se passa comigo hoje……
sábado, 19 de abril de 2008
Será que sim, será que não………………a verdade é que não sei
Nunca pensei que fosse ter este tipo conflitos interiores aqui em Lisboa. Apaixonar-me outra vez! Não pensei que fosse possível, alias, nem sequer sei se estou apaixonada. Não sei o que vai dentro do meu coraçãozinho.
Deve ser do facto de estar carente, sozinha, com falta de miminhos…. E pronto dá-me para isto.
Há quem já não tenha dúvidas, e saiba exactamente qual o meu diagnostico. Padeço de uma síndrome que dá pelo nome de apaixonite aguda. Acontece a todos, especialmente quando se anda carente.
Mas, contudo, no entanto a mim não me devia acontecer, já tomei uma medicação bastante forte que me devia tornar imune a este tipo de males. Mas não senhor. Esta é uma nova variante da “doença” e não há medicação que cure, segundo dizem…..
Resta agora saber se padeço mesmo desta grave doença….espero realmente que não….
Deve ser do facto de estar carente, sozinha, com falta de miminhos…. E pronto dá-me para isto.
Há quem já não tenha dúvidas, e saiba exactamente qual o meu diagnostico. Padeço de uma síndrome que dá pelo nome de apaixonite aguda. Acontece a todos, especialmente quando se anda carente.
Mas, contudo, no entanto a mim não me devia acontecer, já tomei uma medicação bastante forte que me devia tornar imune a este tipo de males. Mas não senhor. Esta é uma nova variante da “doença” e não há medicação que cure, segundo dizem…..
Resta agora saber se padeço mesmo desta grave doença….espero realmente que não….
sexta-feira, 18 de abril de 2008
Um dia complicado….
Chuva e mais chuva, frio e vento…..uma nova plataforma para tirar vídeos e coloca-los no site, problemas de rede, computadores demasiadamente lentos, acontecimentos da máxima importâncias para o país em directo, necessidade de fazer novas actualizações no site com urgência……… voltar para casa depois de 8 horas de árduo trabalho e ainda ter de fazer um plano para organização de eventos. Haja disposição.
E apesar de tudo isto não estou triste nem desiludida. Um pouco cansada sim, mas com ânimo para continuar. Ter vontade de amanhar ir trabalhar e deparar-me com tudo isto de novo. Porque é isto que quero fazer no futuro. Porque adorava poder vir a trabalhar na sociedade independente de comunicação. Porque tenho o apoio da minha família e amigos. Porque eles nunca me vão deixar só e desamparada. Porque já me sinto à-vontade dentro do que vai ser o meu local de trabalho os próximos 5 meses. Porque todo o esforço e dedicação um dia vai ser recompensado, aliás já esta a ser, com tudo o que tenho aprendido e com as pessoas que tenho conhecido.
Claro que o facto de ouvir a voz de alguém preocupado comigo, ajuda a que a meu humor esteja in.
E apesar de tudo isto não estou triste nem desiludida. Um pouco cansada sim, mas com ânimo para continuar. Ter vontade de amanhar ir trabalhar e deparar-me com tudo isto de novo. Porque é isto que quero fazer no futuro. Porque adorava poder vir a trabalhar na sociedade independente de comunicação. Porque tenho o apoio da minha família e amigos. Porque eles nunca me vão deixar só e desamparada. Porque já me sinto à-vontade dentro do que vai ser o meu local de trabalho os próximos 5 meses. Porque todo o esforço e dedicação um dia vai ser recompensado, aliás já esta a ser, com tudo o que tenho aprendido e com as pessoas que tenho conhecido.
Claro que o facto de ouvir a voz de alguém preocupado comigo, ajuda a que a meu humor esteja in.
quarta-feira, 9 de abril de 2008
Mais um dia....
Tempo chuvoso, achava eu que em Lisboa não chovia, ou pelo menos não enquanto eu cá estivesse. Bem, mas há quem, mesmo com esta chuva, ande de sandálias. Como é possível! As pessoas até devem ficar confusas ao ver a pivot do jornal usar este calçado com a chuva que está. Enfim, coisas de celebridades.
Hoje fique a conhecer o senhor RE (repórter de imagem) lá do sítio. O moço até é simpático, mas nada que se compare ao primeiro outorgante do meu contrato. Meus Deus, esse sim além de simpático é lindo, educado, cavalheiro, preocupado. Acho que um dia destes aceito a ajuda do senhor. Já que estou aqui sozinha, e tantas vezes sinto vontade de falar com alguém que esteja ao meu lado, a ouvir, a observar o modo como gesticulo enquanto falo, que me diga o que se passou no seu dia. Falar, falar até ficar sem tema. Conversar de coisas sem importância e de assuntos sérios, profundos. Sempre detestei andar sozinha e por obra do acaso, ou talvez não, cá estou eu na capital entregue a mim própria, a tudo o que tenho de fazer, a todas as obrigações que o facto de morar sozinha acarretam.
Hoje fique a conhecer o senhor RE (repórter de imagem) lá do sítio. O moço até é simpático, mas nada que se compare ao primeiro outorgante do meu contrato. Meus Deus, esse sim além de simpático é lindo, educado, cavalheiro, preocupado. Acho que um dia destes aceito a ajuda do senhor. Já que estou aqui sozinha, e tantas vezes sinto vontade de falar com alguém que esteja ao meu lado, a ouvir, a observar o modo como gesticulo enquanto falo, que me diga o que se passou no seu dia. Falar, falar até ficar sem tema. Conversar de coisas sem importância e de assuntos sérios, profundos. Sempre detestei andar sozinha e por obra do acaso, ou talvez não, cá estou eu na capital entregue a mim própria, a tudo o que tenho de fazer, a todas as obrigações que o facto de morar sozinha acarretam.
segunda-feira, 7 de abril de 2008
Saudade.................
Saudade, esta palavra tão portuguesa da qual eu não sabia bem o significado. Agora sei, e se sei. Tenho tantas saudades de tudo o que deixei em Vila Real, na UTAD, do “meu” Douro, daqueles montes lindos que tanto significam para mim. Das pessoas que lá estão, e de quem eu tanto gostos. Há pessoas que me fazem falta, muita falta, pessoas que vão sempre fazer parte da minha vida, quer estejamos longe ou perto. Há coisas que nem eu sabia que significavam tanto para mim.
Existem também aquelas “coisas” que eu achava que me iam fazer muita falta, mas que na realidade não são assim tão importantes para mim. Fico feliz por me conseguir libertar daquilo que há uns tempos atrás dizia não ser capaz.
Hoje após duas semanas do início desta minha aventura posso dizer com toda a certeza já não me fazes falta. Fizeste parte do meu passado, mas o meu presente não tem espaço para ti, não da forma como anteriormente teve. E fico muito feliz por ter chegado a esta conclusão. Por saber que sou capaz de me libertar de um passado que me fez mal.
Existem também aquelas “coisas” que eu achava que me iam fazer muita falta, mas que na realidade não são assim tão importantes para mim. Fico feliz por me conseguir libertar daquilo que há uns tempos atrás dizia não ser capaz.
Hoje após duas semanas do início desta minha aventura posso dizer com toda a certeza já não me fazes falta. Fizeste parte do meu passado, mas o meu presente não tem espaço para ti, não da forma como anteriormente teve. E fico muito feliz por ter chegado a esta conclusão. Por saber que sou capaz de me libertar de um passado que me fez mal.
domingo, 6 de abril de 2008
o primeiro de muitos....
A minha aventura pelo mundo da blogosfera começa hoje. Decidi criar um espacinho meu na net. Aqui vou descrever as minhas aventuras, ou qualquer coisa que se pareça com isso. Esta é também uma forma daqueles que estão longe fisicamente, mas sempre presentes no meu coração, poderem saber o que se vai passando na minha vidinha…..
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